<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>SOTEROPOLITANOS</title>
	<atom:link href="http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com</link>
	<description>Centro Histórico</description>
	<lastBuildDate>Tue, 06 Oct 2009 23:23:10 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<cloud domain='soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://www.gravatar.com/blavatar/2893b018fd8d5dd84efcfa864a5ed184?s=96&#038;d=http://s.wordpress.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>SOTEROPOLITANOS</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com</link>
	</image>
			<item>
		<title>Pelourinho</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2009/10/06/pelourinho/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2009/10/06/pelourinho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 13:10:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[POESIA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/?p=81</guid>
		<description><![CDATA[por Everaldo Cerqueira
Ao raiar o bom dia,
No Pelô tudo é alegria
E se faz com toda harmonia:
Música, capoeira e magia.
O Pelourinho era da maldade,
Hoje é Pelô da hospitalidade,
Para qualquer turista ver,
E toda a humanidade saber.

Entre os casarios barrocos,
O Pelô nos conta sua história,
Ao som de tambores e cânticos,
Misturada com floclore e fantasia.
Patrimônio é o Pelô
Da humanidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=81&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_90" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-90" title="terreiro rafa zugaib" src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2009/10/terreiro-rafa-zugaib.jpg?w=400&#038;h=267" alt="Foto: Rafaela Zugaib" width="400" height="267" /><p class="wp-caption-text">Foto: Rafaela Zugaib</p></div>
<p>por Everaldo Cerqueira</p>
<p>Ao raiar o bom dia,<br />
No Pelô tudo é alegria<br />
E se faz com toda harmonia:<br />
Música, capoeira e magia.</p>
<p>O Pelourinho era da maldade,<br />
Hoje é Pelô da hospitalidade,<br />
Para qualquer turista ver,<br />
E toda a humanidade saber.<br />
<span id="more-81"></span></p>
<p>Entre os casarios barrocos,<br />
O Pelô nos conta sua história,<br />
Ao som de tambores e cânticos,<br />
Misturada com floclore e fantasia.</p>
<p>Patrimônio é o Pelô<br />
Da humanidade a saber<br />
E culltura baiana é no Pelô<br />
Basta ir lá para conhecer</p>
<p>Para alegrar o povão,<br />
Há uma velha tradição,<br />
Tem toda quinta bênção,<br />
Que é a expressão do povão.</p>
<p>O som vibrante dos tambores,<br />
São rítimos de esperança<br />
E também da liberdade<br />
E do coração puro de uma raça…<br />
Vem a pura expressão do povão…</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=81&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2009/10/06/pelourinho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/60c26f5c1cd15a57c3d5f8814dce3294?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Soteropolitanos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2009/10/terreiro-rafa-zugaib.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">terreiro rafa zugaib</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Shopping Baixa dos Sapateiros</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/12/03/shopping-baixa-dos-sapateiros/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/12/03/shopping-baixa-dos-sapateiros/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Dec 2007 13:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscilasrodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/12/03/shopping-baixa-dos-sapateiros/</guid>
		<description><![CDATA[
por Lucas Rocha
Com uma estrutura antiga, corredores largos e paredes pintadas de verde e branco, o Shopping da Baixa dos Sapateiros é um convite para qualquer um que visite a Baixa dos Sapateiros. Funcionando das 9h da manha às 7h da noite, ele dispõe de 68 lojas espalhadas por três pisos. Dentre os serviços oferecidos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=69&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/12/lucas_barroquinha6.jpg" alt="lucas_barroquinha6.jpg" /></p>
<p align="left">por Lucas Rocha</p>
<p align="justify">Com uma estrutura antiga, corredores largos e paredes pintadas de verde e branco, o Shopping da Baixa dos Sapateiros é um convite para qualquer um que visite a Baixa dos Sapateiros. Funcionando das 9h da manha às 7h da noite, ele dispõe de 68 lojas espalhadas por três pisos. Dentre os serviços oferecidos pelo shopping popular, destacam-se as lojas de aparelhos eletrônicos, que se acumulam no segundo piso, tendo também lanchonetes, lojas de brinquedos e uma extensão do Núcleo de Assistência Jurídica (NAJ). E brevemente serão inaugurados dois postos do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (PROCON). Não há data certa para a inauguração, mas a administração tem a previsão que aconteça dentro de dois meses.</p>
<p><span id="more-69"></span></p>
<p align="justify">Inaugurado no ano de 1982, o Shopping tornou-se um dos centros comercias mais procurados da época. Mas, com o passar do tempo, ele foi sendo abandonado pelos seus clientes. Inicialmente, segundo o administrador do Shopping José Robério Pedreira, 50 anos, que ocupa o cargo há cinco anos, o Shopping possuía 105 lojas, mas devido à fusão de cômodos e ao fato de comerciantes terem se mudado, somente 68 estão em funcionamento.</p>
<p>A decadência do comércio no bairro é um fato. E o Shopping também sofreu bastante com isso. Para a vendedora Elizabete Cruz, de 47 anos, que trabalha na loja KR Jóias há três anos, o comércio praticamente não existe. “Os prefeitos sempre dizem que vão dar uma injeção aqui (investimento em dinheiro), mas até hoje nada”, reclamou. Para ela, a culpa pela decadência do comércio no Shopping foi da descentralização do comércio, que antes era mais forte na região do Centro Histórico.</p>
<p>Outro fator que a vendedora aponta é a presença do mau cheiro e de muitos usuários de drogas nas regiões próximas ao Shopping, o que acaba afastando os possíveis compradores, além do lixo que está espalhado por toda parte. Elizabete lembra-se da época em que começou a trabalhar no local, dos anos de 1984 aos de 1986, quando o movimento era intenso e ninguém tinha tempo nem para respirar. A vendedora relata que em sua loja não há um público fiel. Ela afirma que o movimento que ocorre lá de vez em quando é devido ao fato de a loja fazer diversos pagamentos (água, luz, telefone&#8230;).</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/12/lucas_barroquinha.jpg" alt="lucas_barroquinha.jpg" /></p>
<p align="justify">O Shopping da Baixa dos Sapateiros não realiza eventos em nenhuma época do ano. Segundo a vendedora Elizabete, os eventos poderiam estimular as pessoas a aparecerem, mas nem este atrativo o Shopping oferece para atrair o público. Já o administrador afirma que há alguns anos eles realizavam eventos, porém esses eventos beneficiavam apenas dois comerciantes e o Shopping inteiro ficava funcionando, gastando energia, que depois era dividida entre todos os comerciantes: “Aqui acontecia eventos, sim! Acontecia seresta toda terça, sexta e sábado. O problema é que a seresta só beneficiava dois comerciantes. Além disso, ela começava às 8h da noite, quando o horário de funcionamento do Shopping era até 7h”.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/12/lucas_barroquinha4.jpg" alt="lucas_barroquinha4.jpg" /></p>
<p align="justify">Alguns comerciantes e clientes reclamam do estado de conservação do empreendimento. Mas, contrário às idéias deles, o administrador se defende: “A última reforma aconteceu ano passado (2006) e o Shopping já recebeu três pinturas em cinco anos”. Defendendo o administrador, a proprietária do restaurante Kilo Max, Josélia Maria Caldas, 46 anos, que trabalha há 11 anos no Shopping, diz que é impossível um administrador fazer um bom trabalho sem dinheiro. Ela afirma que Robério faz das tripas coração para poder sustentar as reformas do Shopping, ainda mais com a porcentagem de inadimplentes. Informações cedidas pela administração do Shopping mostram que o nível de inadimplência no Shopping era muito alto, cerca de 80% dos comerciantes não pagavam o condomínio, mas depois da administração de Robério este número caiu para 60%.</p>
<p>A aposentada Joana Carla Marinez, 67 anos, afirma que só aparece no Shopping em dia de pagamento. Ela reclama muito do mau cheiro da região e afirma que só vai ao Shopping em situações inevitáveis, como quando precisa encontrar algum conhecido que não sabe andar pelo bairro e levar para sua casa. Ela dá o Shopping como ponto de referência e só aparece lá para buscar.</p>
<p>Anualmente é feita uma eleição no Shopping para eleger o síndico, que será também o administrador. Há cinco anos consecutivos, Robério vence as eleições. E, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas por todo o Shopping, ele está muito satisfeito com seu trabalho e pretende continuar no cargo. Robério é o proprietário de um restaurante muito grande localizado no terceiro piso.  </p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/12/lucas_barroquinha2.jpg" alt="lucas_barroquinha2.jpg" /></p>
<p align="justify">Apesar de falar bem da administração do Shopping, Josélia reclama muito da clientela, que diminuiu significativamente. Ela acredita que os lucros vão aumentar com a inauguração do PROCON, que acontecerá no local. Segundo Robério, essa inauguração trará cerca de 480.000 pessoas para o centro comercial. Para muitos comerciantes, a clientela que o PROCON poderá trazer é a última esperança.</p>
<p align="justify">(novembro de 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/69/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=69&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/12/03/shopping-baixa-dos-sapateiros/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/adc4fa605ab9ad57bbc86a7910d14898?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">priscilasrodrigues</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/12/lucas_barroquinha6.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">lucas_barroquinha6.jpg</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/12/lucas_barroquinha.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">lucas_barroquinha.jpg</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/12/lucas_barroquinha4.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">lucas_barroquinha4.jpg</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/12/lucas_barroquinha2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">lucas_barroquinha2.jpg</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Baixa dos Sapateiros: história sem final feliz</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/29/baixa-dos-sapateiros-uma-historia-sem-final-feliz/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/29/baixa-dos-sapateiros-uma-historia-sem-final-feliz/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 13:43:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/29/baixa-dos-sapateiros-uma-historia-sem-final-feliz/</guid>
		<description><![CDATA[
por Lucas Rocha
O que um dia foi considerado o centro comercial da cidade de Salvador, com um grande tráfego de ônibus e pessoas, e onde também circulava muito dinheiro, acabou transformando-se em um local quase abandonado. Aquelas ruas por onde corriam carros em mão dupla e com um trânsito intenso acabaram se reduzindo a uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=67&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/barroquinha_viviane2.jpg" alt="barroquinha_viviane2.jpg" /></p>
<p>por Lucas Rocha</p>
<p align="justify">O que um dia foi considerado o centro comercial da cidade de Salvador, com um grande tráfego de ônibus e pessoas, e onde também circulava muito dinheiro, acabou transformando-se em um local quase abandonado. Aquelas ruas por onde corriam carros em mão dupla e com um trânsito intenso acabaram se reduzindo a uma avenida de mão única, onde agora passam menos veículos do que nos anos anteriores. A Baixa dos Sapateiros foi uma região de extrema importância histórica e econômica para Salvador, mas, hoje, os comerciantes que lá estão afirmam que o comércio da região não é mais o mesmo. <span id="more-67"></span></p>
<p align="justify">Tendo como ponto forte o comércio, a Baixa dos Sapateiros abriga muitas lojas e tendas de sapateiros. A atividade comercial chegou até lá por causa da expansão do comércio da Cidade Baixa. Lá, foi inaugurado o primeiro cinema da história da Bahia, porém não mais permanece em primeiro lugar quando o assunto é o comércio. Segundo informações divulgadas no site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), a diminuição do trânsito no local aconteceu por causa da construção da Estação da Lapa, na década de 80. Com essa mudança, os meios de transporte coletivos que circulavam pelo centro comercial da cidade, mudaram para a nova estação, deixando o antigo Terminal de ônibus da Barroquinha esquecida.</p>
<p align="justify">A dona de casa Cleonice Medeiros, 59 anos, freqüenta a Baixa dos Sapateiros há 32 anos e afirma que o movimento caiu muito nas duas últimas décadas. “Antigamente isso aqui parecia um formigueiro, era gente indo, era gente vindo. Aqui tinha um trânsito muito grande de dinheiro, aquilo que era tempo bom para o povo daqui”. Cleonice, que tem uma paixão pelo bairro, onde o marido trabalhou em uma tenda de sapateiro, sente muita falta da época em que a região era muito movimentada.</p>
<p align="justify">Uma pesquisa realizada pelo SEBRAE com 100 pessoas no ano de 2005, revela que a maioria dos freqüentadores do bairro são moradores e trabalhadores, sendo uma pequena parcela de turistas e residentes de outros bairros de Salvador. Mulheres acima de 46 anos são as que mais freqüentam o local por causa dos serviços oferecidos. Dos entrevistados, apenas 22 possuíam veículos. O principal motivo pelo qual as pessoas freqüentam a região é o fato de estar localizado próximo às suas casas. Luciano Oliveira, 26 anos, vendedor da loja Casa da Cortina diz que a clientela da loja em que trabalha geralmente é do tipo C, D e E, nunca do tipo A ou B. Ele atribui isso a falta de segurança pública, afirmando que antigamente não havia muita opção para os soteropolitanos, mas agora, com a construção de vários shoppings, as pessoas começaram a freqüentar outras regiões. “Hoje, todo o bairro possui seu próprio mini-shopping”, comenta Luciano.</p>
<p align="justify">Dentre os principais fatores que contribuíram para o declínio do comércio na Baixa dos Sapateiros, alguns estudiosos destacam três: a criação da Estação da Lapa, que acabou diminuindo drasticamente o tráfego que acontecia na região; o fato de os estacionamentos passarem a ser pagos, afastando muitos clientes que antes estacionavam com mais comodidade e sem que houvesse tarifas; e alguns apontam a desunião dos próprios comerciantes.</p>
<p align="justify">Há alguns anos, o bairro era considerado muito perigoso pelos moradores de outros bairros, principalmente para turistas. Porém, segundo o dono e gerente da loja Casa do Sapateiro, Gerson Luís Souza, 46 anos, o problema da segurança pública na região da Baixa dos Sapateiros já está mais estabilizado: “Hoje em dia o problema da segurança pública já está estável, antigamente isso aqui era muito pior”. Gerson trabalha na região há 31 anos, e desde que começou trabalha com cinco empregados. Apesar das dificuldades enfrentadas, Gerson garantiu que ainda consegue manter os cinco. Ele atribui a culpa do abandono da região à própria modernização, pois este conjunto de fatores infelizmente culminaram na piora da região.</p>
<p align="justify">A falta de estacionamento gratuito também foi um dos fatores que contribuíram no afastamento das pessoas do bairro. O vendedor Oliveira se queixa bastante da falta de segurança pública e da ausência de estacionamento gratuito para os fregueses. Ele trabalha na região há oito anos e mora há cinco e diz que nesse meio tempo já percebeu a decadência do comércio. “Não vou dizer que a vendagem do ano de 2006 para o de 2007 teve grande mudança, mas a gente sente uma diferença. E, como todos sabemos, aos poucos a decadência vai se mostrando, todo ano diminui um pouquinho, e esse pouquinho acaba preocupando”.</p>
<p align="justify"><b>Um pouco de história</b><br />
A Baixa dos Sapateiros era chamada de Rua da Vala, e compreende as regiões do Largo do Aquidabã e da Barroquinha. Antes disso, a região conhecida como Baixa do Sapateiro ia da baixa da Ladeira do Taboão (ladeira que liga o comércio à Baixa dos Sapateiros, onde trabalham alguns sapateiros e costureiras) à Rua da Vala. De acordo com o livro “Histórias de Salvador nos nomes das suas ruas”, de Luiz Eduardo Dorea, a Baixa dos Sapateiros tem como nome oficial Rua J. J. Seabra, uma homenagem feita ao governador do estado.</p>
<p align="justify">“A Baixa dos Sapateiros ganhou seu nome pela topografia de sua localização e pelo agrupamento profissional que nela começava a se instalar durante o século XIX”, divulga o site do SEBRAE. Nessa região havia diversas casas de couro, que eram muito freqüentadas por sapateiros. Esses mesmo sapateiros, ali iam comprar produtos para fazer a confecção e o conserto dos calçados. Havia também muita “tenda” de sapateiros, por causa desses fatores que veio o nome Baixa dos Sapateiros, que começou a decair, com relação ao comércio e à segurança pública, a partir das décadas de 80 e 90.</p>
<p align="justify">Foi na Baixa dos Sapateiros onde foi inaugurado o primeiro cinema de Salvador, em 1910, o Cine-Teatro Jandaia, conhecido também como “Palácio das Maravilhas”. Cinco anos depois, a Baixa dos Sapateiros ganhou outro cinema: O Olympia. “Nos anos 20 e 30, as classes média e alta desfilavam na Baixa dos Sapateiros, freqüentando as famosas matinês do Cinema Olympia ou as esporádicas apresentações teatrais no Cine-Teatro Jandaia, um dos prédios mais elegantes do Centro Histórico”, divulga o site do SEBRAE.</p>
<p align="justify">(setembro de 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=67&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/29/baixa-dos-sapateiros-uma-historia-sem-final-feliz/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/60c26f5c1cd15a57c3d5f8814dce3294?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Soteropolitanos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/barroquinha_viviane2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">barroquinha_viviane2.jpg</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A história do Museu Afro-Brasileiro</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/27/a-historia-do-museu-afro-brasileiro/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/27/a-historia-do-museu-afro-brasileiro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 15:23:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/27/a-historia-do-museu-afro-brasileiro/</guid>
		<description><![CDATA[
por Ingreth Capistrano
Por estar localizado no Centro histórico a maioria dos visitantes do museu Afro-Brasileiro são turistas estrangeiros e brasileiros. É na alta estação que o museu é mais visitado e no dia 19 de abril, dia do índio, recebe um grande número de estudantes de escolas públicas e privadas, por conta do acervo indígena [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=64&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/site-do-mafro.jpg" alt="site-do-mafro.jpg" /></p>
<p>por Ingreth Capistrano</p>
<p align="justify">Por estar localizado no Centro histórico a maioria dos visitantes do museu Afro-Brasileiro são turistas estrangeiros e brasileiros. É na alta estação que o museu é mais visitado e no dia 19 de abril, dia do índio, recebe um grande número de estudantes de escolas públicas e privadas, por conta do acervo indígena instalado no prédio da escola de medicina, que é o Museu Arqueológico e de Etnologia.<span id="more-64"></span></p>
<p align="justify">Estudantes de História, museologia costumam freqüentar o espaço, mas em Junho as visitas diminuem. A estudante de Direito e turista originária do Rio de Janeiro Taís Gremasço comenta: “Achei muito legal o museu. Quando chegamos à Bahia o guia nos falou do museu e ficamos super interessados.” No museu são disponibilizadas também palestras, projetos e cursos.</p>
<p align="justify">O museu dispõe de um Projeto de Formação de Jovens Monitores, sendo que todos são estudantes do ensino médio. Fernando Souza é um dos jovens que teve oportunidade de participar “O projeto está abrindo caminho para nós jovens, é o nosso primeiro trabalho. Além de estarmos conhecendo a nossa cultura, somos treinados e supervisionados”.</p>
<p align="justify">“A África não era uma página em branco antes da invasão colonial, havia produzido conhecimentos e técnicas, além de obras de grande valor nos campos da arquitetura, escultura, música, dança, poesia e literatura oral.” Este é um trecho que está na sala de indumentárias do museu, datado de Julho de 1972 do informe Correio da Unesco.</p>
<p align="justify">O museu Afro-brasileiro de Salvador participa da lista dos raros museus direcionados a cultura negra no Brasil. Surgiu de uma cooperação cultural entre o Brasil e a África, uma parceria com o Ministério da Cultura, das Relações Exteriores juntamente com a prefeitura de Salvador, o governo da Bahia e a Universidade Federal da Bahia.</p>
<p align="justify">Desde 1974 os pensamentos estavam voltados para a inauguração, adiada para o dia 7 de janeiro de 1982. Maria Emilia disse que uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo museu foi encontrar um local para instalá-lo. A proposta de sediá-lo na antiga Faculdade de Medicina, localizada no Terreiro de Jesus enfrentou protestos dos estudantes pois não queriam a instalação naquele prédio. A iniciativa da abertura foi justamente para expor e estudar a cultura negra, principalmente em Salvador, cidade mais negra fora da África. O museu tem como principais responsáveis o Reitor da Ufba, Heonir Rocha, a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, o Coordenador do museu Professor Marcelo Nascimento Bernardo da Cunha, a Museologa Maria Emilia Valente Neves e a Diretora da Ceao Yeda Pessoa de Castro.</p>
<p><strong>Exposição de Carybé </strong></p>
<p align="justify">O museu afro-brasileiro dedica uma sala à obra de Carybé que expõe, num quadro, a obra e vida do desenhista, pintor, gravador, escultor, entalhador, muralista e ceramista Hector Júlio Paride Bernabó. Nascido na Argentina em 09 de fevereiro de 1911, Carybé faleceu em 1997, na sua mais nova terra natal, o Brasil. São 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia. Cada quadro de madeira apresenta um orixá e suas armas, confeccionadas em madeira de cedro, um trabalho escultural e com aplicações de diversos materiais.</p>
<p><strong>Acervo do museu </strong></p>
<p align="justify">O acervo do museu foi constituído por doações da comunidade baiana e as demais peças vieram da Nigéria, Benin, Gana, Zaire, angola, Ruanda, Burundi, Guiné, Senegal, Tanzânia e Moçambique. São braceletes, anéis, gargantilhas, objetos metalúrgicos, indumentárias, cerâmica, fotos de mães, pais e filhos de santo, reinos africanos, instrumentos musicais, fotos de penteados ‘sendo que a roupa e o penteado significam status, poder, admiração, caráter’, a tecelagem, objetos e textos sobre religião ‘os orixás, voduns, inquices’, esculturas, máscaras, crendices, jogos, objetos que ao serem olhados transpassam uma energia positiva deixando bem nítida a riqueza e beleza da cultura africana. O museu passou por uma reforma em 1997, sofreu uma atualização e hoje tem muitas peças, indumentárias que estão sendo reformadas e não tem espaço suficiente para expor.</p>
<p><strong>Horário de funcionamento</strong>:</p>
<p>Segunda a sexta das 9h às 18h<br />
Sábados e domingos das 10h às 17h<br />
Valor do ingresso (Está incluso a visita ao Museu Arqueológico e de Etnologia)<br />
Adultos: R$5<br />
Crianças até 5 anos: gratuito<br />
Jovens entre 6 e 12 anos: R$ 2,50<br />
Cidadãos acima de 60 anos: R$ 2,50<br />
Estudantes de escolas públicas e comunidade UFBA: gratuito<br />
Estudantes de escolas particulares: R$ 2,50<br />
Telefone: (71) 3321-2013<br />
Fax: (71) 3321-2013<br />
Site: <a href="http://www.ceao.ufba.br/mafro">http://www.ceao.ufba.br/mafro</a></p>
<p>(outubro 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/64/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=64&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/27/a-historia-do-museu-afro-brasileiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/60c26f5c1cd15a57c3d5f8814dce3294?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Soteropolitanos</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/site-do-mafro.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">site-do-mafro.jpg</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Comércio de volta às origens</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/comercio-de-volta-as-origens/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/comercio-de-volta-as-origens/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 17:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vicmenezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/comercio-de-volta-as-origens/</guid>
		<description><![CDATA[
por Luciana Amâncio
Iniciada na gestão do então prefeito Antônio Imbassahy e tendo continuidade com João Henrique, a revitalização do Comércio está trazendo melhorias ao bairro depois da decadência durante as décadas de 80 e 90 (a exemplo do fechamento do Banco Econômico que marcou negativamente). Um dos setores que mais tem crescido na região é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=62&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><strong><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/com.jpg" alt="com.jpg" /></strong></p>
<p>por Luciana Amâncio</p>
<p align="justify">Iniciada na gestão do então prefeito Antônio Imbassahy e tendo continuidade com João Henrique, a revitalização do Comércio está trazendo melhorias ao bairro depois da decadência durante as décadas de 80 e 90 (a exemplo do fechamento do Banco Econômico que marcou negativamente). Um dos setores que mais tem crescido na região é o da educação coma instalação das faculdades Dom Pedro II, Faculdade da Cidade, São Salvador, Instituto de Educação e Tecnologias (INET), e em breve a FIB, que está construindo um campus no bairro.<span id="more-62"></span> </p>
<p align="justify">Vários investimentos como estes estão sendo realizados devido aos incentivos fiscais oferecidos pela Prefeitura e pelo governo do estado, dentre eles a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da Taxa de Licença de Localização (TLL), durante quatro anos, isenção esta que pode ser renovada por mais quatro. Órgãos públicos como a Justiça do Trabalho, localizada próxima a Praça da Inglaterra, ocupa um prédio com 39 varas e a Secretaria da Fazenda Municipal depois de anos fora do Comércio, retornou com uma unidade próxima ao Museu do Ritmo.</p>
<p align="justify"> Segundo Gonzalo Francisco, que trabalha há cinqüenta anos no Comércio, não há revitalização e sim a vinda massiva de instituições de ensino e órgãos públicos. E em relação aos impostos e ocupação dos prédios, diz que as firmas antigas estão fritas em impostos altos, e os prédios têm salas vazias devido ao aluguel e ao IPTU, que são muito caros. No edifício Estados Unidos, localizado próximo ao Banco Safra, o quarto e o quinto andar servem de depósito e o terceiro encontra-se vazio e o prédio vizinho está abandonado.</p>
<p align="justify">O investimento em educação tem sido positivo na avaliação dos empresários do setor. Segundo Renato Pinheiro, diretor da Faculdade da Cidade, a instituição seria construída mesmo sem os incentivos fiscais (o projeto de revitalização foi posterior a idéia de construção da instituição), pois a intenção dos empresários era favorecer a cidade baixa, onde não há ensino superior. Porém os incentivos e o fato do prédio ter sido comprado semi-pronto (onde funcionava a antiga sede do extinto Banco Econômico) ajudaram a instituição a baratear os custos e a propor mensalidades mais acessíveis.</p>
<p><strong>Bairro gera empregos com novos empreendedores </strong></p>
<p align="justify">Um ponto importante da revitalização é a geração de empregos. Com o projeto, o comércio informal foi intensificado, foram abertos pequenos estabelecimentos como copiadoras, lanchonetes, livrarias, lojas de informática, para atender as instituições de ensino.</p>
<p align="justify">A loja Le biscuit, segundo Cassius Silva, analista de recursos humanos da loja localizada no Bonocô, gerou no início 54 empregos diretos e a Faculdade da Cidade, segundo Renato Rangel, coordenador geral da instituição, possui 170 professores e 140 funcionários. Com o aumento gradativo da operação de telemarketing, o Comércio passou a ter um prédio ocupado pela Contax e por 15 Call Centers. Os trabalhadores, em geral, são convocados pelo Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-obra (SIMM), localizado no próprio bairro, na Rua Miguel Calmon nº 382, Edifício das Seguradoras.</p>
<p align="justify">Segundo Manuel Alves, responsável por Comunicação e Marketing da Faculdade da Cidade, a instituição tem parceria com o SIMM. O órgão dá preferência em algumas vagas de estágio para os alunos da faculdade, que em breve terão, segundo Alves, na parte exclusiva do aluno, um espaço para realizar a inscrição on-line. Essa preferência é uma exceção, pois as inscrições só são realizadas no próprio SIMM, sendo distribuídas 650 senhas ao dia e os candidatos têm que chegar por voltas das cinco horas da manhã ao local.</p>
<p align="justify">Outro empreendimento, que contribuirá para a revitalização do Comércio, proporcionando empregos para população e maior quantidade de turistas na cidade é a implantação de dois grandes hotéis de luxo no Comércio (o Hilton e outro sem nome definido), que mesmo sendo de grande porte (normalmente visam arquitetura moderna), preservarão a arquitetura histórica e cultural do local.</p>
<p align="justify">Segundo, Marcos Cidreira, coordenador do Escritório de Revitalização, é um fato a construção de dois hotéis no Bairro do Comércio. O grupo português Imocon, vai construir um hotel Hilton categoria cinco estrelas, ocupando seis casarões nas duas primeiras quadras ao lado do Mercado Modelo, preservando todo o patrimônio com projetos já aprovados pela Secretaria do Planejamento (SEPLAN). O grupo espanhol Single Home, que já possui mais de 200 hotéis na Europa, escolheu o bairro do Comércio para implantar o primeiro hotel do grupo no Brasil, e este ficará na esquina da Avenida Estados Unidos com a Rua da Grécia no Comércio.</p>
<p align="justify"><strong>Problemas estruturais<br />
</strong><br />
Os problemas do projeto aparecem em relação à segurança e habitação. A segurança melhorou com a chegada do 160 batalhão da Polícia Militar, localizado na Praça Conde dos Arcos, ao lado do restaurante SESC. Este batalhão é comandado pelo major Oriosvaldo e conta com mais de 300 policias na área durante 24 horas, com carros, motocicletas e a pé. Apesar disso, segundo George Santos, funcionário da Bahia Ship Agência Marítima, ainda há ausência de segurança e iluminação nas ruas menos movimentadas. Essa situação facilita os assaltos, agressões e até estupros.</p>
<p align="justify">A habitação é uma situação muito grave. Houve uma época em que a construção de conjuntos habitacionais estava em prioridade no projeto, mas a prefeitura alegou não ter condições de realizar as obras e as considerou inviáveis. No entanto, vários casarões podem ser reutilizados para habitações, proporcionando em partes a reestruturação social, mas o problema é encontrar os proprietários dos casarões que se encontram em estado de calamidade ou ocupados por sem-teto que correm sérios riscos de vida nesses locais.</p>
<p align="justify"> Segundo Cidreira, a dificuldade de encontrar os proprietários se dá apenas nas encostas, sendo necessário nesses locais, recadastrar os donos dos casarões. Isso deve ser feito em parceria com o Governo Estadual e Federal, desapropriando imóveis abandonados com risco de tombamento, para um melhor aproveitamento desses, trazendo a possibilidade de moradia para a população.</p>
<p align="justify">(outubro 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=62&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/comercio-de-volta-as-origens/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b41fd49bef9d2e87e42cff67a0565846?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vicmenezes</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/com.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">com.jpg</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Falta de sensibilidade deprecia artesanato na Bahia</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/falta-de-sensibilidade-deprecia-artesanato-na-bahia/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/falta-de-sensibilidade-deprecia-artesanato-na-bahia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 17:52:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vicmenezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/falta-de-sensibilidade-deprecia-artesanato-na-bahia/</guid>
		<description><![CDATA[por Marcele Neves
É inevitável viajar para Bahia e não levar na bagagem uma lembrança. Além de marca registrada na cultura não só da Bahia, mas de qualquer outro estado, o artesanato é a história materializada, além de objeto de decoração e meio de sustento de muitas famílias. Em Salvador, especialmente no centro histórico é possível [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=61&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>por Marcele Neves</p>
<p align="justify">É inevitável viajar para Bahia e não levar na bagagem uma lembrança. Além de marca registrada na cultura não só da Bahia, mas de qualquer outro estado, o artesanato é a história materializada, além de objeto de decoração e meio de sustento de muitas famílias. Em Salvador, especialmente no centro histórico é possível encontrar uma infinidade dessas lembranças. Cores, texturas e muita criatividade se misturam e transformam-se em verdadeiras obras de arte.<span id="more-61"></span></p>
<p align="justify">Diversas lojas, exibem a cara de Bahia em peças que vão desde cangas de estampas de fitinhas do Bomfim, até quadros maravilhosos feitos na hora diante dos turistas. Mas, o artesanato  e suas  peculiaridades estão sendo prejudicados pela alta “invasão” de  produtos industrializados que chegam à Bahia para serem comercializados como locais e também pela falta de sensibilidade dos consumidores em saber distinguir uma pequena peça de artesanato de uma verdadeira obra de arte. Muitas vezes, andando pelas ruas do Centro Histórico, pode-se observar artistas desenvolvendo seu trabalho na frente de seus consumidores. Além de ser mais credível, o próprio trabalho de desenvolvimento da peça, já encanta por si só.</p>
<p align="justify">O pintor Gil Abelha é prejudicado por esse fator. Ele desenvolve um belíssimo trabalho de pintura em telas e em pedras semi-preciosas que é um espetáculo a parte. Com 32 anos dedicados a arte, o artista afirma “sobreviver de outro países”, já que seu trabalho não é valorizado pelos conterrâneos. “ Retrato a cultura afro brasileira em meu trabalho, e a Bahia,mas precisamente Salvador que é, depois da África, um dos lugares com a maior população negra do mundo, não reconhece minha dedicação. Quem me prestigia são os turistas. Exporto pra toda América Central e Europa”, diz o pintor.</p>
<p align="justify">Essa prática vem se tornando cada vez mais comum, segundo Verônica Lemos, a coordenadora da Culturart, uma cooperativa que emprega aproximadamente 60 famílias e são responsáveis por 60% do artesanato comercializado no Pelourinho. Esse um dos principais motivos pelos quais o artesanato não é mais desenvolvido e valorizado. Apesar de ter uma importância crucial no desenvolvimento do lugar, esse avanço e otimização do tempo de produção das peças acabam por quebrar o encanto no “espírito” do artesanato.</p>
<p align="justify">“Como podemos competir com as máquinas? Se enquanto levamos dias pra produzir certos tipos de artesanato, a industria produz cem por dia? Sem falar que as peças feitas à mão tem todo um cuidado, e a partir do momento que se tem uma produção mais rápida as pessoas não querem pagar o verdadeiro valor da peça”, afirma ela.</p>
<p align="justify">Outro fator importante é a falta investimento do governo do estado para as cooperativas que lutam para conseguir espaço e autorização para abrir uma feira de artesanato fixa. “ Muitos já foram os projetos desenvolvidos, mas até agora nenhum deles saiu do papel. Temos bastante oportunidade de mostrar nosso trabalho em feiras que acontecem em Salvador esporadicamente e são produzidas por agências de eventos. Mas existe um lado do artesanato que os próprios conterrâneos desconhecem, é a essência que queremos mostrar através de nossas peças”, diz Verônica.</p>
<p>(outubro 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/61/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=61&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/falta-de-sensibilidade-deprecia-artesanato-na-bahia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b41fd49bef9d2e87e42cff67a0565846?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vicmenezes</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O descaso com o Centro Histórico</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/o-descaso-do-centro-historico/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/o-descaso-do-centro-historico/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 17:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vicmenezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/o-descaso-do-centro-historico/</guid>
		<description><![CDATA[por Pâmela Nunes
A história de um dos mais importantes centros históricos da Bahia é feita de momentos de glória e também de degradação social, que foi acentuada na década de 60 quando o Pelourinho começou a sofrer o caos econômico. Hoje, restaurado e tendo sua devida importância este patrimônio histórico sofre novamente de um problema [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=60&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>por Pâmela Nunes</p>
<p align="justify">A história de um dos mais importantes centros históricos da Bahia é feita de momentos de glória e também de degradação social, que foi acentuada na década de 60 quando o Pelourinho começou a sofrer o caos econômico. Hoje, restaurado e tendo sua devida importância este patrimônio histórico sofre novamente de um problema chamado descaso.<strong><span id="more-60"></span></strong><br />
No dia 19 de setembro de 2003, moradores da chamada “Rocinha do Pelô”, (próximo a ladeira do Carmo), sofriam com a ameaça de despejo feita pela família Romano, que são os proprietários de toda área onde hoje se encontra a Rocinha.</p>
<p align="justify">“Queriam arrancar os moradores e desmatar a Rocinha para fazer um estacionamento, uma selva de concreto na maior área verde do centro histórico”, afirmou Jorge Souza de 38 anos, um dos integrantes da Conexão Bem Aventurados Carruagem de Fogo. A força dessa organização que reuniu pessoas e impediu que, naquele dia, a policia desabrigasse tanta gente.</p>
<p align="justify">Dessa data em diante o Centro Histórico de Salvador vem sofrendo com o crescente descaso do governo e das demais entidades. Os moradores pedem que pensem mais neles, “o Pelourinho não é só palco para turista não”, reivindicou Jussara Santana, moradora antiga da Rocinha revoltada com o abandono.</p>
<p align="justify">Reformado e revitalizado por uma intervenção que começou em 1993, o Pelourinho é um dos casos mais notórios de conflito entre população pobre e poder público. Um dos seus maiores críticos é o filósofo francês Henry-Pierre Jeudy, autor do livro Espelho das cidades “O centro, que era uma área viva, se transformou num museu, um pólo para turistas. Esse princípio da conservação, de fazer do centro um museu, é uma síndrome de morte da cidade. Ele petrifica a cidade. As pessoas que moravam no Pelourinho foram expulsas, isso quer dizer que o aspecto vivo da cidade desaparece com a patrimonialização. Havia uma mistura da população, a região era partilhada por todos”, declarou ele em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Para ele, o ideal seria a restauração das edificações mantendo os moradores lá.</p>
<p align="justify">Joceval Rodrigues em depoimento a SEDES (Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza), parceira da comunidade, afirmou que o Pelourinho é uma ferida aberta há anos. No centro antigo de Salvador que vai de São Bento ao Santo Antonio além do Carmo, vivem mais de 13 mil (dado retirado do site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) pessoas que teriam sido esquecidas até então. Com as reformas do centro Histórico a Companhia De Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), removeu cerca de 2 mil pessoas de suas casas, com a justificativa da restauração que foram parar nas periferias de Salvador sendo obrigadas a adapta-se ao local.</p>
<p align="justify">São 5 anos desde o incidente da “rocinha” e ao todo são 16 anos de luta de um povo que não cedeu às pressões do governo na época para sair do Pelourinho. Mais de 80% dos moradores são descendentes de escravos africanos e deles foram tomados direitos constitucionais, que segundo eles só conseguirão reconquistar através da união. A proposta da comunidade é a inclusão de todos, pois não se pode pensar o Pelourinho isoladamente de toda a área do centro da cidade. A esperança é que a união realmente faça a força neste caso antigo.</p>
<p align="justify">(outubro 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/60/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=60&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/o-descaso-do-centro-historico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b41fd49bef9d2e87e42cff67a0565846?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vicmenezes</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os mitos subterrâneos</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/mitos-subterraneos/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/mitos-subterraneos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 17:34:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vicmenezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/os-%e2%80%9cmitos-subterraneos%e2%80%9d/</guid>
		<description><![CDATA[
As histórias dos túneis subterrâneos que fazem parte da história cultural da cidade de Salvador.
por Ícaro Almeida
Em um lugar com tanta história não poderia faltar aquela mais polêmica e com ares sensacionalistas. Apenas quem viveu na época em que a coroa portuguesa fugiu para o Brasil poderia contar, ou talvez nem essas pessoas pudessem esclarecer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=57&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/tai-pra-icaro.jpg" alt="tai-pra-icaro.jpg" /></p>
<p align="justify">As histórias dos túneis subterrâneos que fazem parte da história cultural da cidade de Salvador.</p>
<p align="justify">por Ícaro Almeida</p>
<p align="justify">Em um lugar com tanta história não poderia faltar aquela mais polêmica e com ares sensacionalistas. Apenas quem viveu na época em que a coroa portuguesa fugiu para o Brasil poderia contar, ou talvez nem essas pessoas pudessem esclarecer as verdadeiras histórias passadas nos túneis subterrâneos da cidade de Salvador.<br />
<span id="more-57"></span></p>
<p align="justify">Sob o solo do Museu de Arte Sacra da Bahia está uma parte dos túneis misteriosos da cidade. Localizado no final da Rua Santa Tereza, no Centro Histórico de Salvador, à beira da Baia de Todos os Santos, um dos pontos mais lindos da cidade, os subterrâneos do museu despertaram a curiosidade de muita gente e muita história foi inventada, conta a museóloga e coordenadora de documentos do museu, Mirna Brito. Nesses túneis, estariam escondidos os “doze apóstolos de ouro”, estátuas dos apóstolos de cristo, esculpidas em ouro, que custariam fortunas, cada uma. Sem contar também, segundo ela, a possível existência de tesouros escondidos nos subterrâneos, trazidos pela coroa portuguesa ao Brasil, na época da colonização.</p>
<p align="justify">Existe também a crença de que esses túneis eram usados como forma de evacuação da cidade, como conseqüência de ataques piratas à Salvador ou também ataques de estrangeiros inimigos da coroa portuguesa, relata o professor de teoria de história da arquitetura brasileira, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Eugênio Lins. Segundo Lins, um túnel existente na Igreja da Misericórdia, e outro na ladeira da Gamboa, que sai na casa que atualmente pertence à cantora e intérprete baiana Maria Betânia. Segundo o professor, no Mercado Modelo, que no ano de 1983 foi atingido por um incêndio, foram descobertos os túneis subterrâneos onde estavam expostas fundações de pedra sob o solo rochoso marinho. Hoje estes túneis estão abertos à visitação pública.</p>
<p align="justify">O subsolo do Mercado Modelo possui uma estrutura na qual os túneis são sustentados por arcadas. Esses túneis foram construídos para ser um local de armazenamento de vinhos e outras mercadorias que necessitavam de umidade. Mas segundo a lenda popular era no subsolo que ficavam os escravos recém chegados. O lugar fica abaixo do nível do mar e permanece constantemente alagado. Ainda segundo Lins, as pessoas que rondam o mercado a noite relatam que ouvem ruídos de correntes dos escravos que, segundo a lenda, teriam habitado o subsolo.</p>
<p align="justify">O Museu de Arte Sacra de Salvador também possui túneis subterrâneos, mas estes, como relata o arquiteto e diretor do Museu, Francisco Portugal, não guarda nenhum dos “doze apóstolos de ouro”, nem guarda nenhuma moeda da coroa de Portugal, muito menos como as pessoas que moram no Centro costumam brincar, era local secreto dos monges (do antigo mosteiro, no atual museu) para se encontrarem com as freiras.</p>
<p align="justify">Segundo ele, os túneis subterrâneos do Museu de Arte Sacra são apenas aquedutos. Ele relata que, na época em que os “monges carmelitas descalços” habitavam o local, onde hoje se encontra o museu, havia uma fonte próxima ao jardim. A água nascia no Largo Dois de julho. Para essa água chegar ao antigo mosteiro foram construídos aquedutos que ligaram a nascente até a fonte do antigo mosteiro. Ainda, segundo Portugal, os túneis do museu foram reduzidos devido às construções atuais. Na época de sua construção o túnel media duzentos metros de extensão e hoje possui apenas sessenta metros.</p>
<p align="justify">Os túneis possuíam uma arquitetura formada por suspiros e uma galeria onde não é possível transitar, pois o ar é rarefeito. Para uma pessoa de estatura média se locomover, em alguns trechos desses túneis necessitaria se abaixar e engatinhar, conta o arquiteto. Outras partes continuam até hoje abastecendo o museu. Só que a água não desemboca mais na fonte do jardim e sim em um reservatório, construído pelo museu no ano de 1958. Estudos feitos a pedido da direção do museu, na Escola de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revelam que a água volumosa que sai dos túneis é potável, mas não é utilizada para consumo humano e sim para a limpeza do museu e para regar as plantas.</p>
<p align="justify">Salvador, uma das cidades que “abriram” os caminhos do país para o descobrimento, passa uma parte da sua cultura através das suas histórias míticas e que ao mesmo tempo acabam por se entrelaçar com a realidade dos fatos documentados. No fundo, os túneis subterrâneos nos “dizem” que “a verdade é que não sabemos da verdade”.</p>
<p align="justify">(outubro 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=57&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/mitos-subterraneos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b41fd49bef9d2e87e42cff67a0565846?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vicmenezes</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/tai-pra-icaro.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">tai-pra-icaro.jpg</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O centro histórico de Salvador pede socorro</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/o-centro-historico-de-salvador-pede-socorro/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/o-centro-historico-de-salvador-pede-socorro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 17:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vicmenezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/o-centro-historico-de-salvador-pede-socorro/</guid>
		<description><![CDATA[
por Caroline Barreto
As ruas do principal cartão-postal de Salvador retratam os problemas existentes nas demais áreas da cidade: praças quebradas, pichadas, indigentes, bares e restaurantes vazios, o que acarreta em prejuízos para os comerciantes, já que o problema afasta sua maior fonte de renda, os turistas. A pesquisa de Demanda Turística de Salvador revela que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=55&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/foto-de-gab-para-car.jpg" alt="foto-de-gab-para-car.jpg" /></p>
<p>por Caroline Barreto</p>
<p align="justify">As ruas do principal cartão-postal de Salvador retratam os problemas existentes nas demais áreas da cidade: praças quebradas, pichadas, indigentes, bares e restaurantes vazios, o que acarreta em prejuízos para os comerciantes, já que o problema afasta sua maior fonte de renda, os turistas. A pesquisa de Demanda Turística de Salvador revela que cerca de 10% dos turistas chegam ao município para visitar o Centro histórico. Em 2001 cerca de 230 mil pessoas vinham à Bahia interessada em conhecer o Patrimônio de Salvador.<span id="more-55"></span></p>
<p align="justify">Hoje, esse fluxo vem diminuindo gradativamente. Verifica-se uma queda de 30% em todo o Estado. “A queda na demanda fez com que os hotéis baixassem os preços, como já ocorre na baixa estação, mas a reação não tem sido a esperada”, diz Sérgio Amaral, gerente da pousada Beija Flor. Segundo o historiador O centro histórico possui uma área de 76 hectares e está localizado geograficamente na parte central da cidade. Apesar do seu potencial gerador de riquezas, vem se tornando desprezado, reduzindo os recursos da economia.</p>
<p align="justify">A população, inconformada e preocupada com a drástica queda no movimento e abandono do poder público, elaborou junto com as associações dos comerciantes, propostas para atrair não só os turistas, mas a própria população de Salvador.</p>
<p align="justify">“É um projeto de Sustentabilidade do Pelourinho através do comércio que está sendo elaborado com a união dos moradores, comerciantes, associações, governos federal, municipal e estadual. O projeto não foca somente o desenvolvimento socioeconômico, nem apenas a renda mensal e sim com a junção de alguns fatores, tais como: taxas elevadas de investimentos, aumento no nível de emprego, melhoria na programação cultural, trazendo mais estabilidade aos moradores”, diz Lener Couto, coordenador da Associação dos Comerciantes do Pelourinho (Acopelô).</p>
<p align="justify">O pedido de socorro veio na reunião realizada no dia 14 de abril de 2007, quando os comerciantes puderam expor suas propostas ao Secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles. “Precisamos de segurança, limpeza, iluminação e programas diversificados para atrair visitantes ao Pelourinho”, afirma Solange Bernabó, proprietária da Oxum Casa de Arte.</p>
<p align="justify">Para a grade cultural foram elaboradas novas propostas como um aliado na inclusão social, geração de emprego, renda e educação voltado integralmente para o bem-estar e desenvolvimento das pessoas. “Queremos viver e morar no Pelourinho com qualidade de vida, não só manter o nosso comércio, mas adquirir cultura em um lugar tão rico historicamente como esse”, desabafa Jéssica Melo, integrante da associação de moradores e amigos do Pelourinho.</p>
<p align="justify">  As propostas já foram entregues ao governo, mas até hoje não há respostas. “O governo ainda não passou suas propostas a comunidade, e nós ficamos de mãos atadas. Sem a verba é impossível implantar o projeto”, afirma Lener.</p>
<p align="justify">Questionado sobre a demora na realização do projeto e exposição de suas propostas, a assessoria do governo municipal diz que essa questão é um problema da falta de verba que ainda não foi passada pelo Governo Federal. Diz ainda que o governo anterior investiu o ano passado R$ 2,8 milhões somente na programação do Pelourinho Dia e Noite, projeto que não se sustentou.</p>
<p align="justify">Embora a política pública atual ainda não esteja definida, a assessoria municipal diz que as propostas envolvem todo o centro antigo, que vai da Vitória ao Barbalho, além de ser voltado integralmente a população, principalmente aos moradores. “O Pelourinho é um organismo vivo, trabalhos, projetos, incentivos são discutidos e realizados todos os dias, sem ajuda de governo ou qualquer verba pública. Nós nos reunimos e realizamos nossos projetos com a ajuda dos comerciantes, moradores que se prontificam a ajudar”, confessa Lener.</p>
<p align="justify">A fama de ser um bairro perigoso, com prostitutas e cafetões esta afastando os turistas e os moradores do Pelourinho. Segundo Lener, essa afirmativa não sustenta “O Pelourinho é o bairro mais policiado por metro quadrado, existem 518 homens do batalhão cuidando do centro histórico. Quanto às prostitutas, em que bairro não existe isso? A diferença é que as prostitutas do pelourinho fazem isso pra se sustentar, como a única saída de se manter”.</p>
<p align="justify">(outubro 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/55/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=55&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/o-centro-historico-de-salvador-pede-socorro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b41fd49bef9d2e87e42cff67a0565846?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vicmenezes</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/foto-de-gab-para-car.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">foto-de-gab-para-car.jpg</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Gritos do Pelô</title>
		<link>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/escravos-gritam-no-pelo-gritos-do-pelo/</link>
		<comments>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/escravos-gritam-no-pelo-gritos-do-pelo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 17:19:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vicmenezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/escravos-gritam-no-pelo-gritos-do-pelo/</guid>
		<description><![CDATA[
Com a fundação da cidade de Salvador, o Pelourinho consegue deixar sua marca histórica lendária na constituição da Bahia.
por Taiana Laiz
 “Vô lembrá dos velho tempo. Dos tempo da escravidão, que o negro não sabia lê, e só sofria judiação, o negro nego não sabia lê e só sofria judiação, e trabaiava sol a sol, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=53&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img src="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/foto-tai.jpg" alt="foto-tai.jpg" /></p>
<p>Com a fundação da cidade de Salvador, o Pelourinho consegue deixar sua marca histórica lendária na constituição da Bahia.</p>
<p>por Taiana Laiz</p>
<p align="justify"> “Vô lembrá dos velho tempo. Dos tempo da escravidão, que o negro não sabia lê, e só sofria judiação, o negro nego não sabia lê e só sofria judiação, e trabaiava sol a sol, inda apanhava do patrão”. É passeando nas linhas da cantiga “Carreira” de Teotônio e Bomba, que vamos resgatar o tempo esquecido, ou até mesmo desconhecido, quando as súplicas de misericórdia dos escravos castigados ainda marcavam a formação de uma cidade, caracterizando um dos mais belos patrimônios culturais do País: Centro Histórico de Salvador, o Pelourinho. <span id="more-53"></span></p>
<p align="justify">Baía de Todos os Santos, 1549, Tomé de Souza chega, com ordens expressas do rei de Portugal, para fundar uma cidade fortaleza que homenagearia Jesus Cristo, o Salvador. Devido a uma excelente posição geográfica, com ruas tortuosas e ladeiras difíceis de serem vencidas pelos invasores, a construção da cidade teve como ponto estratégico o Pelourinho ou conjunto Pelourinho. Com diversos casarões e sobrados, construídos por mão de obra escrava e indígena, inspirados na arquitetura barroca portuguesa, o Pelourinho abrigou, desde então, belas construções coloniais e uma história lendária que viria a dar mais tarde origem ao seu nome atual.</p>
<p align="justify"><b>Pelourinho e “pelourinho”</b><br />
Oficialmente conhecida como a praça que leva o nome do poeta José de Alencar, o Largo do Pelourinho, ou “Pelô”, como é apelidado por seus moradores e visitantes é reconhecido pela História da Bahia pelas torturas infringidas aos africanos escravizados. Considerado símbolo de autoridade e justiça, os “pelourinhos”, colunas feitas de pedra ou madeira, com buracos para a cabeça e mãos, eram geralmente construídos com a fundação das cidades, porém afastados do centro, erguidos somente nos engenhos, servindo de exemplo aos outros escravos. “Antes o pelourinho era utilizado pela autoridade como forma de punição aos ofensores da lei, ou seja, aos criminosos. Porém, com o advento da escravidão, o pelourinho foi implantado com o objetivo de tão somente demonstrar toda força dos senhores de engenho”, afirma o pesquisador e historiador Manoel Neto, professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com poucas palavras Neto expõe sua tristeza mediante a lembrança do passado.</p>
<p align="justify">Todos os escravos que desobedeciam às imposições de seus senhores eram expostos ao escárnio da sociedade, sendo castigados em praça pública para que todos os olhos passantes pudessem assistir a demonstração de poder do senhor. “Desconhecia a história de horror deste local. É muito triste”, declara assustada e com uma interrogação no ar sobre a veracidade da história, a carioca Fabiana Gonçalves, de 22 anos, estudante de administração.</p>
<p align="justify">Calçada com as chamadas “pedras-moleque”, esculpida pelo tráfego secular do trabalho árduo de sol-a-sol dos escravos, o “pelourinho”, lugar escolhido para chicoteamento na cidade, não foi selecionado por um mero acaso. Como relata o livro Pelourinho: desenvolvimento socioeconômico, de Maria Aparecida dos Santos e Luciete Barreto, o primeiro “pelourinho” erguido em Salvador foi na Praça da Feira, área em frente à atual Câmara de Vereadores e ao antigo Palácio do Governo. Logo após, foi transferido para o Terreiro de Jesus, não ficando por muito tempo graças aos apelos da sociedade. Logo, foi mandado para a atual Praça Castro Alves e, por fim, até ser extinto, ficou localizado no Largo hoje conhecido como Pelourinho, um dos mais encantadores cartões postais da cidade.</p>
<p align="justify">Cenário de horror e suplício, caracterizado pelos gritos dos açoitados que se ouviam nos atos religiosos realizados próximo ao local, ir para o Largo do Pelourinho representava dominação determinada pela coação concretizada pelos castigos físicos e punições em público. “Não sei se é verdade que o pelourinho era realmente centro de tortura aos escravos, isso é o que a nossa história conta e nem sempre somos aptos a acreditar”, afirma com convicção, mas não levando a frente o assunto, a baiana Carla de Jesus, de 19 anos, estudante, que estava visitando o local e aproveitando o ensejo para tirar, sorridente, fotos no Pelourinho.</p>
<p align="justify"><b>História conhecida?</b><br />
Não foi devido ao verdadeiro significado histórico que o Pelourinho se popularizou tanto na Bahia como no exterior, virando ponto de referência da cidade e, principalmente, destino turístico nacional e internacional. Muitos turistas que passam pelo local desconhecem ou até duvidam do significado carregado de sofrimento.</p>
<p align="justify">Para comerciantes e moradores da região, o Largo do Pelourinho é conhecido não pela história de tortura dos escravos, mas somente pela beleza das casas instauradas ali. “Os turistas, muitas vezes, dão valor, mas somente para a beleza arquitetônica do Centro Histórico, não pela história dos nossos antepassados”, afirma, insatisfeito, José Cabral, nome artístico que leva assinado nas pinturas que vende pelas ruas do Pelourinho. Brincando, não quis declarar a idade, “sou velho igual a meus antepassados”.</p>
<p align="justify">Já quem conhece a história secular do “Pelô”, a praça não representa apenas um destino turístico, e sim, um lugar de culto às almas perdidas, como sacrifício da escravidão. Um espaço sagrado para ser cultuado por todos. “Um local de sacrifício humano como o Pelourinho, onde escravos foram açoitados e apunhalados até o último suspiro, era para ser apenas local santo, de culto e oferendas”, diz Muzenza, como é conhecido, adepto do terreiro Ogum Aê, localizado no Subúrbio Ferroviário de Salvador.</p>
<p align="justify">Independente do conhecimento que chega aos poucos soteropolitanos, baianos, brasileiros e estrangeiros sobre o Largo do Pelourinho, o que importa de fato não é seu reconhecimento, e sim, sua marca histórica deixada na cidade que pode ser vista através das pedras irregulares do chão que pisamos, que ainda tão pouco conhecemos.</p>
<p align="justify">(outubro 2007)</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com&blog=1555251&post=53&subd=soteropolitanosdocentrohistorico&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://soteropolitanosdocentrohistorico.wordpress.com/2007/11/21/escravos-gritam-no-pelo-gritos-do-pelo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b41fd49bef9d2e87e42cff67a0565846?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">vicmenezes</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://soteropolitanosdocentrohistorico.files.wordpress.com/2007/11/foto-tai.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">foto-tai.jpg</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>