Shopping Baixa dos Sapateiros

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por Lucas Rocha

Com uma estrutura antiga, corredores largos e paredes pintadas de verde e branco, o Shopping da Baixa dos Sapateiros é um convite para qualquer um que visite a Baixa dos Sapateiros. Funcionando das 9h da manha às 7h da noite, ele dispõe de 68 lojas espalhadas por três pisos. Dentre os serviços oferecidos pelo shopping popular, destacam-se as lojas de aparelhos eletrônicos, que se acumulam no segundo piso, tendo também lanchonetes, lojas de brinquedos e uma extensão do Núcleo de Assistência Jurídica (NAJ). E brevemente serão inaugurados dois postos do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (PROCON). Não há data certa para a inauguração, mas a administração tem a previsão que aconteça dentro de dois meses.

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Baixa dos Sapateiros: história sem final feliz

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por Lucas Rocha

O que um dia foi considerado o centro comercial da cidade de Salvador, com um grande tráfego de ônibus e pessoas, e onde também circulava muito dinheiro, acabou transformando-se em um local quase abandonado. Aquelas ruas por onde corriam carros em mão dupla e com um trânsito intenso acabaram se reduzindo a uma avenida de mão única, onde agora passam menos veículos do que nos anos anteriores. A Baixa dos Sapateiros foi uma região de extrema importância histórica e econômica para Salvador, mas, hoje, os comerciantes que lá estão afirmam que o comércio da região não é mais o mesmo. Leia mais »

A história do Museu Afro-Brasileiro

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por Ingreth Capistrano

Por estar localizado no Centro histórico a maioria dos visitantes do museu Afro-Brasileiro são turistas estrangeiros e brasileiros. É na alta estação que o museu é mais visitado e no dia 19 de abril, dia do índio, recebe um grande número de estudantes de escolas públicas e privadas, por conta do acervo indígena instalado no prédio da escola de medicina, que é o Museu Arqueológico e de Etnologia. Leia mais »

Comércio de volta às origens

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por Luciana Amâncio

Iniciada na gestão do então prefeito Antônio Imbassahy e tendo continuidade com João Henrique, a revitalização do Comércio está trazendo melhorias ao bairro depois da decadência durante as décadas de 80 e 90 (a exemplo do fechamento do Banco Econômico que marcou negativamente). Um dos setores que mais tem crescido na região é o da educação coma instalação das faculdades Dom Pedro II, Faculdade da Cidade, São Salvador, Instituto de Educação e Tecnologias (INET), e em breve a FIB, que está construindo um campus no bairro. Leia mais »

Falta de sensibilidade deprecia artesanato na Bahia

por Marcele Neves

É inevitável viajar para Bahia e não levar na bagagem uma lembrança. Além de marca registrada na cultura não só da Bahia, mas de qualquer outro estado, o artesanato é a história materializada, além de objeto de decoração e meio de sustento de muitas famílias. Em Salvador, especialmente no centro histórico é possível encontrar uma infinidade dessas lembranças. Cores, texturas e muita criatividade se misturam e transformam-se em verdadeiras obras de arte. Leia mais »

O descaso com o Centro Histórico

por Pâmela Nunes

A história de um dos mais importantes centros históricos da Bahia é feita de momentos de glória e também de degradação social, que foi acentuada na década de 60 quando o Pelourinho começou a sofrer o caos econômico. Hoje, restaurado e tendo sua devida importância este patrimônio histórico sofre novamente de um problema chamado descaso. Leia mais »

Os mitos subterrâneos

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As histórias dos túneis subterrâneos que fazem parte da história cultural da cidade de Salvador.

por Ícaro Almeida

Em um lugar com tanta história não poderia faltar aquela mais polêmica e com ares sensacionalistas. Apenas quem viveu na época em que a coroa portuguesa fugiu para o Brasil poderia contar, ou talvez nem essas pessoas pudessem esclarecer as verdadeiras histórias passadas nos túneis subterrâneos da cidade de Salvador.

Sob o solo do Museu de Arte Sacra da Bahia está uma parte dos túneis misteriosos da cidade. Localizado no final da Rua Santa Tereza, no Centro Histórico de Salvador, à beira da Baia de Todos os Santos, um dos pontos mais lindos da cidade, os subterrâneos do museu despertaram a curiosidade de muita gente e muita história foi inventada, conta a museóloga e coordenadora de documentos do museu, Mirna Brito. Nesses túneis, estariam escondidos os “doze apóstolos de ouro”, estátuas dos apóstolos de cristo, esculpidas em ouro, que custariam fortunas, cada uma. Sem contar também, segundo ela, a possível existência de tesouros escondidos nos subterrâneos, trazidos pela coroa portuguesa ao Brasil, na época da colonização.

Existe também a crença de que esses túneis eram usados como forma de evacuação da cidade, como conseqüência de ataques piratas à Salvador ou também ataques de estrangeiros inimigos da coroa portuguesa, relata o professor de teoria de história da arquitetura brasileira, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Eugênio Lins. Segundo Lins, um túnel existente na Igreja da Misericórdia, e outro na ladeira da Gamboa, que sai na casa que atualmente pertence à cantora e intérprete baiana Maria Betânia. Segundo o professor, no Mercado Modelo, que no ano de 1983 foi atingido por um incêndio, foram descobertos os túneis subterrâneos onde estavam expostas fundações de pedra sob o solo rochoso marinho. Hoje estes túneis estão abertos à visitação pública.

O subsolo do Mercado Modelo possui uma estrutura na qual os túneis são sustentados por arcadas. Esses túneis foram construídos para ser um local de armazenamento de vinhos e outras mercadorias que necessitavam de umidade. Mas segundo a lenda popular era no subsolo que ficavam os escravos recém chegados. O lugar fica abaixo do nível do mar e permanece constantemente alagado. Ainda segundo Lins, as pessoas que rondam o mercado a noite relatam que ouvem ruídos de correntes dos escravos que, segundo a lenda, teriam habitado o subsolo.

O Museu de Arte Sacra de Salvador também possui túneis subterrâneos, mas estes, como relata o arquiteto e diretor do Museu, Francisco Portugal, não guarda nenhum dos “doze apóstolos de ouro”, nem guarda nenhuma moeda da coroa de Portugal, muito menos como as pessoas que moram no Centro costumam brincar, era local secreto dos monges (do antigo mosteiro, no atual museu) para se encontrarem com as freiras.

Segundo ele, os túneis subterrâneos do Museu de Arte Sacra são apenas aquedutos. Ele relata que, na época em que os “monges carmelitas descalços” habitavam o local, onde hoje se encontra o museu, havia uma fonte próxima ao jardim. A água nascia no Largo Dois de julho. Para essa água chegar ao antigo mosteiro foram construídos aquedutos que ligaram a nascente até a fonte do antigo mosteiro. Ainda, segundo Portugal, os túneis do museu foram reduzidos devido às construções atuais. Na época de sua construção o túnel media duzentos metros de extensão e hoje possui apenas sessenta metros.

Os túneis possuíam uma arquitetura formada por suspiros e uma galeria onde não é possível transitar, pois o ar é rarefeito. Para uma pessoa de estatura média se locomover, em alguns trechos desses túneis necessitaria se abaixar e engatinhar, conta o arquiteto. Outras partes continuam até hoje abastecendo o museu. Só que a água não desemboca mais na fonte do jardim e sim em um reservatório, construído pelo museu no ano de 1958. Estudos feitos a pedido da direção do museu, na Escola de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revelam que a água volumosa que sai dos túneis é potável, mas não é utilizada para consumo humano e sim para a limpeza do museu e para regar as plantas.

Salvador, uma das cidades que “abriram” os caminhos do país para o descobrimento, passa uma parte da sua cultura através das suas histórias míticas e que ao mesmo tempo acabam por se entrelaçar com a realidade dos fatos documentados. No fundo, os túneis subterrâneos nos “dizem” que “a verdade é que não sabemos da verdade”.

(outubro 2007)

O centro histórico de Salvador pede socorro

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por Caroline Barreto

As ruas do principal cartão-postal de Salvador retratam os problemas existentes nas demais áreas da cidade: praças quebradas, pichadas, indigentes, bares e restaurantes vazios, o que acarreta em prejuízos para os comerciantes, já que o problema afasta sua maior fonte de renda, os turistas. A pesquisa de Demanda Turística de Salvador revela que cerca de 10% dos turistas chegam ao município para visitar o Centro histórico. Em 2001 cerca de 230 mil pessoas vinham à Bahia interessada em conhecer o Patrimônio de Salvador. Leia mais »

Gritos do Pelô

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Com a fundação da cidade de Salvador, o Pelourinho consegue deixar sua marca histórica lendária na constituição da Bahia.

por Taiana Laiz

“Vô lembrá dos velho tempo. Dos tempo da escravidão, que o negro não sabia lê, e só sofria judiação, o negro nego não sabia lê e só sofria judiação, e trabaiava sol a sol, inda apanhava do patrão”. É passeando nas linhas da cantiga “Carreira” de Teotônio e Bomba, que vamos resgatar o tempo esquecido, ou até mesmo desconhecido, quando as súplicas de misericórdia dos escravos castigados ainda marcavam a formação de uma cidade, caracterizando um dos mais belos patrimônios culturais do País: Centro Histórico de Salvador, o Pelourinho. Leia mais »

O Pelourinho abre as portas do comércio

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O Pelourinho é uma cadeia de comércios que se pode encontrar todos os tipos de produto.

por Gabriel Ramacciotti 

O Pelourinho é um grande centro comercial, que abrange um grande número de lojas ligadas ao comércio. No ano, milhares de turistas oriundos de vários lugares do mundo visitam o Pelourinho, se encantando com tudo o que vêem. E com isso o comércio acaba lucrando com os gastos dos turistas que não poupam na hora de comprar algo que os agrade. Indo desde produtos mais baratos, como pequenas lembranças da cidade, aos mais caros, como quadros que retratam as belezas da região. Leia mais »

Unidas por um monumento

Beleza pura!


Pintores sobrevivem pelas ruas do Pelourinho

por Daiane Sales

Isolados na esquina, criando ao ar livre. Escondidos e esquecidos nos becos do Centro Histórico de Salvador, andam de um lado a outro, a procura de um olhar sincero sobre a arte. São pessoas simples, que vivem da alegria de pintar, não importa como. Artistas esquecidos, classificados como primitivos diante dos experientes. Assim se mantêm aqueles que escolheram a arte como meio de vida. Leia mais »

Por trás do véu do sincretismo

por Sara Regina

Ao caminhar no Pelourinho, quem passa em frente à Igreja do Rosário dos Pretos e escuta batuques de atabaques, ritmos africanos e vê a batina do padre incrementada com desenhos afros pode duvidar que trata-se realmente de uma missa católica. Mas é o que acontece todas as terças-feiras, às 18h, na realização de uma missa que une o catolicismo com elementos da cultura africana. Essa missa é um exemplo do sincretismo que uniu duas das religiões mais praticadas no Brasil: o candomblé e o catolicismo. Existindo quem o apóie e quem o recrimine. Leia mais »

Além da leitura


por Neise Silva Soares

Muitos argumentam que o “brasileiro tem preguiça de ler”, porém o que se vê nos sebos é uma realidade muito diferente. Algumas pessoas preferem comprar livros mais em conta nesse local e outras gastam verdadeiras fortunas em obras raras ou livros antigos pelo prazer de conseguir completar sua coleção. É uma emoção cheia de contrastes, desde aquele que procura uma grande obra literária ao estudante que vai em busca de um simples livro para consulta, em um ambiente silencioso e com um cheiro inconfundível. Como diz o padre Antônio Maria, “o livro é um mundo que fala, um surdo que responde, um cego que guia e um morto que vive”. Leia mais »

Onde o Brasil começou

por Yuri Abreu e Mariana Nascimento

Todas as praças têm história e peculiaridades que as fazem especiais para aqueles que sempre as visitam ou, simplesmente, fazem delas seu caminho para o trabalho todos os dias. Com a Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador, não é diferente. Muito pelo contrário, há coisas que lá devem ser visitadas, devido a forte história que está presente no local. O lugar, que já passou por mais de cinco processos de reforma, hoje, ainda é um dos mais freqüentados de Salvador. Leia mais »

Desenhista galanteador


por Mariana Nascimento

Desenhista por vocação, Jailton Moisés da Silva Brito, 22 anos, trabalha todos os dias na Praça da Sé traçando o rosto de muitas pessoas que por ali transitam. Bastante observador, Jailton olha todos que passam ao seu lado, abordando-os com uma conversa que considera bastante amigável e descontraída. O grande sonho que tem é um dia ser reconhecido e famoso pelo seu trabalho. Leia mais »

Berinjela


por Flávia Pinheiro

“Unindo o útil ao agradável”. Quando se fala na livraria Berinjela, é possível lembrar do ditado popular. Esse ambiente, situado na Travessa da Ajuda, no Edifício Martins Catarino, no centro da cidade de Salvador, é capaz de integrar duas coisas antes consideradas extremamente opostas e segregadas: diversão e cultura. Leia mais »

Luta e resistência no cartão postal

por Flavia Vasconcelos

O Pelourinho já foi um espaço que, além de turístico, também era utilizado para moradia. Nos anos 90, o governo do Estado criou um projeto com o objetivo de transformar o mercado turístico do local. Para executar esse projeto, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão do governo, removeu cerca de 2 mil pessoas de suas casas, com a justificativa de estar restaurando as construções históricas. Com a resistência de alguns moradores, o governo se viu obrigado a criar novos planos possibilitando a volta deles para o local, característica da 7ª etapa do processo de revitalização. Leia mais »

Bebida de sucesso

por Thiago Sobral

Logo na entrada do bar do Cravinho, grandes tonéis de madeira fixados no alto armazenam os componentes da bebida: canela, erva doce, capim santo e a cachaça. Dentro, mesas e cadeiras feitas de madeira. Ao lado do bar, uma cachaçaria onde é vendida a cachaça envelhecida. E, nos fundos, existe um outro bar, o Fundo do Cravinho, onde toda sexta acontecem apresentações de bandas de vários ritmos, como MPB, Samba e Pop Rock. Esses bares vêm atraindo um bom numero de freqüentadores. O bar do Cravinho é conhecido pela bebida que originou seu nome. Já no Fundo do Cravinho o principal atrativo é a música ao vivo que acontece toda a sexta-feira. Leia mais »

Sessenta anos de tradição

por Joana Batista

“Quando admitido numa livraria como menino de mandados há 73 anos atrás, ainda menino, permaneci trabalhando até hoje em livraria, então a tristeza é grande na hora que percebo que já não vai dar mais”, desabafa o simpático senhor de cabeça branca e óculos de grau. Há 61 anos atrás, Habidon Rosado inaugurou, na Praça da Sé, a Livraria Universitária. Hoje, com 88 anos, sofre ao lembrar que todos esses anos de história e tradição estão prestes a ter um triste final. Leia mais »

Tradição com mais de 70 anos

por Flávia Pinheiro

A Cubana é uma das sorveterias mais tradicionais e a mais antiga de Salvador. Situada na Praça Municipal, no centro da cidade, ao lado das portas de entrada e saída do Elevador Lacerda, e em nova sede no Pelourinho, ela se tornou ponto de encontro de namorados e das famílias soteropolitanas em passeios dominicais. Afinal, quem nunca comeu seu bolinho de arroz e nunca foi tomar o Milk Shake de chocolate mais famoso da cidade? Contudo, com o crescimento da cidade, surgiram novos ambientes para o lazer e, por isso, a tradição de tomar sorvete na Praça Municipal foi um pouco esquecida. Leia mais »